Nos últimos anos o número de empreendedores está crescendo ano após ano no país. Em 2018 foram criadas 2,5 milhões de novas empresas no Brasil, segundo dados do Serasa Experian. Desse total, os microempreendedores individuais (MEIs) representam 81,4%. Esse número reflete o momento desafiador que a economia brasileira está passando com milhões de desempregados. Por conta desses índices tão altos, dezenas de milhares de pessoas estão empreendendo por necessidade – quando são desligadas dos seus empregos. Mas também existem centenas de milhares de brasileiros que estão deixando seus empregos para dar início ao próprio negócio. As justificativas são as mais variadas: viver do propósito de vida, ter mais liberdade e flexibilidade, fazer os próprios horários, ficar mais tempo com a família, viajar, melhorar a remuneração…. mas, quando mudamos a chave de funcionário para empreendedor é quase transformar o sonho em pesadelo.

Não se assuste!! De acordo com o Sebrae, 1 em cada 4 empresas fecham antes de completar dois anos de vida. Ao longo dos meus 7 anos de trabalho de Consultoria com empreendedores e profissionais liberais, posso afirmar que 99% dos meu clientes estavam perdidos sobre a organização e gestão de seus negócios, porque acreditavam que ser empreendedor é iniciar uma nova empresa colocando em prática seus talentos e habilidades. Mas ter um negócio – não importa o tamanho que seja – é muito mais que transformar sonho em negócio. Envolve gestão, administração financeira, estratégias, marketing, vendas, relacionamento com clientes, produção, inovação….

Quer ver um exemplo? Sou formada em jornalismo e, ao longo dos 4 anos em que estive na faculdade, não tive nenhuma disciplina sobre como administrar um negócio. Isso não é um “privilégio” do meu curso. Pergunte para um arquiteto, dentista, engenheiro, publicitário se algum deles aprendeu como gerir o próprio negócio ou a carreira de profissional liberal. E é justamente nesse ponto que os números do Sebrae começam a fazer sentido. Transformar talentos e habilidades em um negócio rentável, que ofereça os benefícios que queremos, é quase impossível sem o apoio de um profissional externo.

Sem envolvimento emocional

Quando estamos dentro do negócio, temos dificuldades em enxergar o que não está funcionando. O envolvimento emocional que temos com nossa empresa é como um véu que impede de identificar o que está com problemas e quais são as soluções possíveis para resolvê-los. Ou se descobrimos quais são os gaps, ficamos perdidos em encontrar as saídas.

Nos últimos anos meu trabalho foi conduzir empreendedores e profissionais liberais na organização de seus negócios ou carreiras. Todo mundo quer ter reconhecimento pelo trabalho realizado, mas a recompensa financeira deve ser tão importante quanto nossa realização pessoal.

Importância de consultoria

Quem já tem um negócio próprio, dificilmente contempla em seu orçamento o investimento em consultoria ou mentoria. As prioridades acabam sendo outras mas que podem gerar mais gastos – de tempo, dinheiro e energia – e o barato acaba saindo caro. E para quem está iniciando um novo negócio o pensamento é quase o mesmo. Pensamos em tudo o que envolve nosso produto ou serviço mas esquecemos das estratégias para fazer tudo acontecer. É justamente aí que o sonho pode virar pesadelo.

Faça uma análise interna e veja o que não está funcionando em seu negócio. Pense naquilo que gostaria de melhorar. Lembre dos motivos que o levou a empreender. Eles estão sendo atendidos? Será que não está na hora de repensar a organização do negócio ou a gestão da sua carreira e contar com o auxílio de um profissional externo? #FicaADica

Quer conversar? Me escreva – priscila@pritescaro.com.br – e podemos identificar o que pode estar acontecendo aí.