Você sabe a diferença entre ser um empreendedor, ter um negócio próprio e um hobby? Vou tentar explicar de maneira simples porque encontro muitas pessoas que acreditam que ter um negócio é hobby, diversão pura. E a realidade é bem diferente da imaginação.

De acordo com o dicionário Michaelis, hobby é “entretenimento ou ocupação agradável; entretém. Ou seja, transformar um hobby em negócio pode ser realidade. Mas o hobby deixa de ser entretenimento quando se transforma em algo que queremos viver dele (leia-se ter lucro para pagar os boletos). Podemos encontrar uma forma de deixar nosso hobby no dia a dia, mas de maneira organizada.

De alguns anos para cá, há uma tendência forte em transformar hobby em trabalho. É o “faça o que você ama e não precise trabalhar nunca mais” (essa frase me soa como se trabalhar fosse algo absurdamente horrível, horripilante e que todos nós devêssemos fugir!). Não tenho nada contra esse mantra e sou super a favor da gente ser cada vez mais feliz em todas as áreas da nossa vida. 

Porém, o hobby transforma-se em negócio, quando o ouvimos pessoas ao nosso redor dizer: “você cozinha tão bem, deveria ganhar dinheiro vendendo isso”; ou “você sabe dar conselhos tão sabiamente, porque não faz um curso de coaching pra ganhar dinheiro trabalhando com isso?” e decidimos seguir nosso sonho e transformar o talento em negócio. Mas, em 99% das situações que enfrentamos desse momento em diante, esquecemos de “virar a chave” do hobby para o empreendedor.

Há uma grande distância entre “cozinhar por hobby” e ser dono de um negócio que fornece comidas variadas para eventos”, por exemplo. Talvez, o que você menos fará quando abrir sua empresa, se não souber como organiza-la e gerencia-la será cozinhar.

Nesses anos de trabalho com empreendedores e profissionais liberais, conto nos dedos quem foi meu cliente e tinha “virado a chave” do hobby/talento para o modo “empreendedor“. A falta de organização e gestão do negócio são alguns dos fatores que fazem com que proprietários de novos negócios fechem suas portas antes dos dois anos de existência.

Esses erros que todos nós cometemos (me incluo na lista porque passei por isso no início do meu trabalho) muitas vezes é por falta de conhecimento sobre a administração do negócio. São tantas áreas envolvidas quando cuidados da nossa empresa – que pode ser apenas você ou 15 funcionários, por exemplo – que não sabemos o que fazer, por onde seguir…. e aí gastamos tempo, dinheiro (ai meu bolso!) e energia.

A questão é: se empreender não é o mesmo que hobby, como virar a chave e transformar aquilo que você gosta de fazer e faz muito bem em algo rentável? Você pode identificar algumas atitudes empreendedoras que os donos de negócio devem ter. Outra sugestão é ter o apoio de profissionais externos – consultores, mentores, coach, especialistas de áreas variadas – para conduzir os processos de organização e gestão do negócio para encontrar o ponto de equilíbrio entre fazer o que ama e ser remunerado para isso. E, claro, ser feliz!!

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