Você sabe quais são os 10 principais erros que podem paralisar a sua carreira nos próximos anos?

 

Fiquei com essa pergunta em mente ao finalizar a leitura do livro Futuro S/A: Faça a transformação acontecer nos negócios, na sua carreira e na sua empresa, de André Souza.

 

O livro traz uma relação com 10 itens que nos convidam a refletir não apenas sobre o futuro do trabalho, mas sobre a forma como iremos nos relacionar com a nossa carreira daqui pra frente, se é que já não estamos vivendo essa transformação.

 

No final do texto, você confere a lista dos 10 erros elencados pelo autor. Eu selecionei cinco itens que considero os principais e que todos profissionais devem estar atentos a partir de hoje.

 

 

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  • Não investir em autoconhecimento: na minha visão, autoconhecimento é a base de todo processo. Se você não sabe quais são seus valores e suas prioridades em cada fase da sua vida, como vai saber o que quer? Será que a profissão que você escolheu na faculdade é exatamente a que você quer seguir até o final da sua vida? O que você faz muito bem, mas não é utilizado na sua carreira? Quais são os valores que são inegociáveis para você? O que você faz que lhe dá muita energia? E o que lhe tira energia, mas você deve fazer? Essas e outras perguntas precisam ser respondidas com muita clareza para você saber quem realmente é.

 

  • Não ter ideia de onde você quer chegar:se você já está em um processo de autoconhecimento há algum tempo, este é o próximo passo que deve dar para não paralisar a sua carreira. Saber onde e como você deseja estar daqui três, cinco, 10 anos, é muito importante para definir o que é prioridade ou não. Sem esse mínimo de conhecimento e planejamento, fica quase impossível traçar uma rota de desenvolvimento contínuo para atingir suas metas. Ou seja, tudo se torna um tiro no escuro.

 

  • Deixar seu autodesenvolvimento de lado: percebe que os dois primeiros itens são as etapas anteriores que chegar neste ponto? Se você se conhece e sabe onde, minimamente, quer chegar, o próximo passo é identificar onde deve investir tempo, recursos financeiros e energia para desenvolver sua carreira. Que o aprendizado contínuo (o lifelong learning) chegou pra ficar, ninguém mais duvida. Porém, ele precisa estar relacionado ao que você quer para a sua vida e sua carreira. Não estou dizendo que você não pode fazer qualquer curso que desejar. Vá em frente. Amplie seu repertório, invista em estudos, em diferentes áreas. Aprendizado nunca é demais. Também sugiro que você reserve seu tempo para estudar sobre a sua área de atuação, sobre o que está acontecendo atualmente, acompanhar as transformações, etc. Em outras palavras, ficar com as antenas ligadas para se antecipar às tendências que estão chegando cada vez mais rápido.

 

  • Não criar estratégias para uma vida que pode passar dos 100 anos: a minha avó paterna viveu até 94 anos. Completamente lúcida e ativa para a idade. Meu sogro tem 80 anos e uma disposição de alguém de 50. Há empresas que já têm até seis gerações diferentes entre seus colaboradores. Cada vez mais, iremos conviver com profissionais de idades plurais. Essa troca enriquece qualquer trabalho e vivência. Se você não tem nenhum plano sobre como será sua vida profissional após os 80 anos, sugiro que comece a pensar e criar seu planejamento. E, como poderemos ter até cinco carreiras diferentes ao longo da nossa trajetória profissional, por que não aproveitar o momento e começar a investir na sua próxima carreira? Esse é o melhor conselho que posso dar em qualquer época, com ou sem pandemia (este texto foi escrito em agosto de 2020, durante a pandemia da Covid-19).

 

  • Não entender que novas tecnologias vão impactar a sua carreira: se você pensa na tecnologia como algo que chegou para roubar empregos, sinto lhe informar que sua visão está totalmente errada. A automatização vai sim ocupar tarefas que o homem faz, mas são aquelas atividades repetitivas e que não utilizam habilidades intrínsecas ao ser humano, como o pensamento crítico, a criatividade e a empatia, por exemplo. Por outro lado, inúmeras profissões serão (e já estão) criadas para suprir as novas necessidades da sociedade. Encare a tecnologia como sua parceira de trabalho e não como uma concorrente que pode tirar seu emprego. 

 

Cada vez mais, devemos ser donos das nossas carreiras, que estão cada vez menos lineares. É um constante sobe e desce, com inúmeras possibilidades, que depende de nós. Na minha visão, se você focar nesses cinco pontos que destaquei do excelente texto do André Souza, sua carreira corre poucos riscos de paralisar nos próximos anos. Comece aos poucos, mas comece. O momento certo não existe. Toda a hora é hora. Aproveite!