É uma das perguntas para a qual temos algumas respostas, porém, tudo pode mudar – 2020 está aí para provar que vivemos em tempos incertos e com uma intensa volatilidade e que transformou todas as áreas da nossa vida.

 

Os aprendizados deste ano podem nos dar algumas previsões para o trabalho em 2021 e que todos os profissionais atualizados devem estar atentos a essas transformações. Selecionei os cinco principais pontos que considero relevantes e compartilho por aqui. Meu destaque vai para o item 4.

 

 

1. COVID-19 teve um efeito duradouro: a pandemia COVID-19 acelerou a chegada do futuro do trabalho e dados do Fórum Econômico Mundial aponta que 50% das empresas irão acelerar a automação de seu trabalho e mais de 80% devem expandir a digitalização de seus processos. Na prática, diversos empregos que foram perdidos durante 2020 dificilmente voltarão, e aqueles que voltarem exigirão novas formas de trabalhar e novas habilidades.

 

2. A automação continua a aumentar: ninguém está seguro em seu trabalho. Até 2025, cerca de 85 milhões de funções serão substituídas pela automação – principalmente em funções manuais ou repetitivas, tanto os profissionais que atuam no “chão de fábrica” quanto aqueles que estão nos escritórios.

 

3. Novos empregos surgirão: vagas serão suprimidas pela automação, mas estima-se que 97 milhões de novos empregos surgirão até 2025. A grande maioria dessas vagas deverá ser criadas nas áreas de Analistas de Dados e Cientistas, Especialistas em IA e Aprendizado de Máquina, Engenheiros de Robótica, Software e Desenvolvedores de aplicativos, bem como especialistas em transformação digital, analistas de segurança da informação e especialistas em Internet das coisas.

 

4. As habilidades mais solicitadas são uma mistura de habilidades básicas e sociais: os profissionais do futuro deverão desenvolver habilidades que incluirão trabalhar com pessoas, resolução de problemas e autogestão, como resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade. A requalificação para as funções do futuro exigirá um investimento de tempo que varia de três semanas a cinco meses – ou seja, desaprender para aprender é uma necessidade para ontem.

 

5. O capital humano é cada vez mais importante: 66% das empresas entrevistadas pelo Fórum Econômico Mundial estão convencidas da importância de investir nas pessoas. Além disso, cerca de 40% das habilidades do trabalhador médio precisarão ser atualizadas para atender às demandas dos futuros mercados de trabalho.