Onde você quer que seu negócio esteja daqui 6 meses?

Na última semana estava reunida com um cliente – era a primeira sessão de atendimento – e fiz a seguinte pergunta: onde você quer que seu negócio esteja daqui 6 meses? E a expressão dele de assustado me deixou sem graça. “Será que fiz alguma pergunta imprópria? O que eu fiz que não deveria?…”.

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Responder a esse questionamento sempre esteve presente na minha vida. Não me recordo de nenhum momento desde que me conheço por gente em que não estabeleci uma meta e fiz o que foi possível para alcança-la. É claro que não tive sucesso em todas elas e faz parte do jogo, tá tudo bem. Mas, sem ter esse norte de onde quero chegar, parece que estou perdida sem rumo em alto-mar.

Se você está aí se perguntando se esse tipo de atitude deixa sua vida engessada, a minha resposta é não. Pelo menos para mim, definir essas metas auxilia nas ações que devo fazer, o caminho que devo trilhar e, especialmente, saber para o quê vou dizer não. Acredito em destino/acaso/sorte. Mas também acredito que tudo isso só chega até nós quando estamos em movimento (e esse tema é assunto para outro texto!).

Mas, voltando ao meu cliente, aquela pergunta ficou reverberando nele ao longo da sessão e, ao final da reunião, ele comentou que aquela questão iria acompanhá-lo durante toda a semana.

Me conta uma coisa: você sabe quer que onde seu negócio ou sua carreira esteja daqui 6 meses? O que você quer ter conquistado até dezembro deste ano? E quais são as conquistas que você quer ter nos próximos dois anos?

Essas são as questões que devem acompanhar empreendedores e profissionais liberais que desejam sucesso, independente de qual seja a definição de sucesso para cada um de nós.

4 Verdades Sobre Empreender

Desde 2012 trabalho com empreendedores e profissionais liberais e já presenciei diversas situações semelhantes em seus negócios e carreiras. 

Selecionei 4 verdades sobre empreendedorismo e organização de negócios para compartilhar:

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1 – Empreender não é só fazer aquilo que a gente gosta (essa pode ser a mais óbvia mas é também a mais importante).

Talvez você já tenha ouvido essa frase inúmeras vezes mas é muito comum encontrar empreendedores que acreditam que ter um negócio é jogar tudo pro alto e viver fazendo o que ama. Mas no dia a dia, os bastidores que envolvem a gestão e organização da empresa são, muitas vezes, mais importante que talento e habilidade. Empreender é fazer muito menos do que a gente gosta e muito mais do que a empresa precisa.

2 – Sociedade é um grande desafio. Escolha muito bem com quem você vai dividir seu sonho.

Tem um sócio e estão “batendo cabeça”? Ao escolher um sócio e parceiro para o negócios é muito importante ter os papeis bem definidos. Anote o que você bom e o que seu sócio é bom, o que é sua responsabilidade e o que é responsabilidade do seu sócio. Nessa relação o que vale é a expressão “os opostos se atraem”. Os sócios devem se complementar.

3 – Sozinho ninguém sai do lugar.

Se você empreende sozinho, contrate pessoas que são muito experts naquilo que fazem para te auxiliar. Não precisamos saber tudo de tudo – e nem é possível – mas se relacionar com mentores e consultores que irão mostrar qual caminho pode ser mais curto, ou com menos obstáculos ou como melhorar produtos e serviços vai te ajudar a economizar tempo, dinheiro e energia, e ainda contribuir com o crescimento do seu negócio.

4 – Equilíbrio é fundamental.

Essa é uma verdade que falo para 100% dos meus clientes. Por mais que dizemos e acreditamos que empreender é viver 24 horas X 7 dias por semana pensando no negócio, existe uma vida além da empresa. Há família, amigos, saúde, lazer, diversão… e tantas outras atividades. Não misture sua vida pessoal com a vida profissional. Separe suas contas bancárias pessoais das contas profissionais. Empreender não é fácil e exige muita responsabilidade.

Respeite seu limite.

Cada uma dessas verdades eu também já vivenciei durante esses mais de 7 anos empreendendo. A falha e o aprendizado fazem parte do jogo. Viver fazendo o que ama envolve muito mais que transformar sonho em realidade. Envolve habilidade, talento, garra e, principalmente, arriscar-se.

E para você, o que é verdade para empreender? Compartilha comigo!

Qual é a sua motivação?

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A pergunta, em um primeiro momento, pode ser fácil responder. Mas, pense com calma: o que faz você levantar todos os dias da cama? O que realmente te motiva? Porque a gente pode pensar em uma série de fatores para nos fazer sair da cama e ir trabalhar, mas será que isso é o que você, de verdade, ama?

Paixão nos define em tudo o que fazemos. Ou deveria nos definir, afinal, quem consegue viver sem estar apaixonado? Seja por alguém ou por algum projeto, estar coerente com seus propósitos é o que fará você levantar-se todas as manhãs e, até, cantar no banheiro enquanto arruma-se para trabalhar.

√ Fazer a diferença para meus clientes. Quero que todos aumentem suas vendas, cresçam, fortaleçam suas marcas.

√ Ser importante para alguém. E esse alguém pode ser eu mesma. Porque a gente precisa ser importante no dia a dia das pessoas, fazer algo que realmente valide nossa passagem por aqui.

√ O sorriso do meu filho. Se você tem filho, sabe o que estou dizendo. Se não tem, com certeza você tem alguém que vale a pena ver um sorriso de satisfação no final do dia.

√ Aprender sempre. Não tem coisa que eu goste mais neste meu trabalho com tudo o que aprendo diariamente, sejam com meus parceiros, clientes ou colegas. A troca de experiências é sensacional.

E você, o que te motiva? Escreva pra mim contando! 😉

Seu negócio precisa de ajuda

Nos últimos anos o número de empreendedores está crescendo ano após ano no país. Em 2018 foram criadas 2,5 milhões de novas empresas no Brasil, segundo dados do Serasa Experian. Desse total, os microempreendedores individuais (MEIs) representam 81,4%. Esse número reflete o momento desafiador que a economia brasileira está passando com milhões de desempregados. Por conta desses índices tão altos, dezenas de milhares de pessoas estão empreendendo por necessidade – quando são desligadas dos seus empregos. Mas também existem centenas de milhares de brasileiros que estão deixando seus empregos para dar início ao próprio negócio. As justificativas são as mais variadas: viver do propósito de vida, ter mais liberdade e flexibilidade, fazer os próprios horários, ficar mais tempo com a família, viajar, melhorar a remuneração…. mas, quando mudamos a chave de funcionário para empreendedor é quase transformar o sonho em pesadelo.

Não se assuste!! De acordo com o Sebrae, 1 em cada 4 empresas fecham antes de completar dois anos de vida. Ao longo dos meus 7 anos de trabalho de Consultoria com empreendedores e profissionais liberais, posso afirmar que 99% dos meu clientes estavam perdidos sobre a organização e gestão de seus negócios, porque acreditavam que ser empreendedor é iniciar uma nova empresa colocando em prática seus talentos e habilidades. Mas ter um negócio – não importa o tamanho que seja – é muito mais que transformar sonho em negócio. Envolve gestão, administração financeira, estratégias, marketing, vendas, relacionamento com clientes, produção, inovação….

Quer ver um exemplo? Sou formada em jornalismo e, ao longo dos 4 anos em que estive na faculdade, não tive nenhuma disciplina sobre como administrar um negócio. Isso não é um “privilégio” do meu curso. Pergunte para um arquiteto, dentista, engenheiro, publicitário se algum deles aprendeu como gerir o próprio negócio ou a carreira de profissional liberal. E é justamente nesse ponto que os números do Sebrae começam a fazer sentido. Transformar talentos e habilidades em um negócio rentável, que ofereça os benefícios que queremos, é quase impossível sem o apoio de um profissional externo.

Sem envolvimento emocional

Quando estamos dentro do negócio, temos dificuldades em enxergar o que não está funcionando. O envolvimento emocional que temos com nossa empresa é como um véu que impede de identificar o que está com problemas e quais são as soluções possíveis para resolvê-los. Ou se descobrimos quais são os gaps, ficamos perdidos em encontrar as saídas.

Nos últimos anos meu trabalho foi conduzir empreendedores e profissionais liberais na organização de seus negócios ou carreiras. Todo mundo quer ter reconhecimento pelo trabalho realizado, mas a recompensa financeira deve ser tão importante quanto nossa realização pessoal.

Importância de consultoria

Quem já tem um negócio próprio, dificilmente contempla em seu orçamento o investimento em consultoria ou mentoria. As prioridades acabam sendo outras mas que podem gerar mais gastos – de tempo, dinheiro e energia – e o barato acaba saindo caro. E para quem está iniciando um novo negócio o pensamento é quase o mesmo. Pensamos em tudo o que envolve nosso produto ou serviço mas esquecemos das estratégias para fazer tudo acontecer. É justamente aí que o sonho pode virar pesadelo.

Faça uma análise interna e veja o que não está funcionando em seu negócio. Pense naquilo que gostaria de melhorar. Lembre dos motivos que o levou a empreender. Eles estão sendo atendidos? Será que não está na hora de repensar a organização do negócio ou a gestão da sua carreira e contar com o auxílio de um profissional externo? #FicaADica

Quer conversar? Me escreva – priscila@pritescaro.com.br – e podemos identificar o que pode estar acontecendo aí.

Você também adia tarefas?

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Você é como eu e trabalha em casa, em um home office bem organizado? Se a sua resposta foi sim, a gente corre um risco danado em adiar tarefas, não acha? Até porque adiar é humano, infelizmente.

Segundo o especialista em administração do tempo, Christian Barbosa, “o procrastinador típico recua diante do que é complexo, intricado, longo ou simplesmente desinteressante para ele”.

Comecei a perceber que tenho essa tendência a procrastinar quando, lá em 2001 criei minha primeira agência de comunicação com duas amigas, tinha meu trabalho fixo (8 horas por dia), um freela mensal para produção de uma revista e decidi que também seria empresária. Ou seja, trabalhava muito, tinha prazos para cumprir comigo e com meus clientes e empregadores e passei a fazer apenas as tarefas legais e que estavam relacionadas diretamente ao que me deixava feliz. O que era burocrático, enfadonho, cansativo ou não vi propósito era sempre empurrado para o último minuto.

Mas quando a gente é empresário, profissional liberal/autônomo e depende única e exclusivamente da nossa capacidade de criação, procrastinar pode significar perder clientes, negócios e dinheiro. Ninguém, em sã consciência quer perder clientes e deixar de fechar negócios porque procrastina, né?

Depois de tanto bater cabeça comigo mesma para entender (e fazer) aquilo que é importante e necessário (e que nem sempre pode ser legal), desenvolvi algumas técnicas que me auxiliam no dia a dia com as tarefas que precisam ser cumpridas para eu chegar onde quero – e atingir todos os objetivos definidos

1. Tenho um caderno com tudo o que preciso realizar naquela semana

No domingo à noite eu vejo todos os compromissos que tenho na próxima semana, as tarefas obrigatórias (como criar os posts para as redes sociais, por exemplo) e as tarefas relacionadas aos meus projetos em andamento e anoto no meu caderno “Metas da Semana”. E em um post-it vou anotando, dia após dia, as atividades que quero fazer no dia que se inicia. Pode parecer complicado mas para mim – que sou muito visual – ter as anotações o tempo todo comigo, com cores diferentes e recursos adicionais como os post-it, facilita a realização das tarefas dentro dos prazos.


2. Faço pausas estratégicas a cada 55 minutos.

Nem que seja levantar para tomar água, ir ao banheiro ou abrir uma janela. São alguns segundos/minutos que me permito pensar em outras coisas.


3. A cada 3 horas paro por 20 minutos.

E aí é o meu bálsamo de paz. Paro para fazer QUALQUER coisa que quero. É como sair para tomar um café se estivesse trabalhando em uma empresa e conversar com alguns colegas. Outra coisa que faço é ler um capítulo de um dos livros que está em andamento. O objetivo aqui é desviar o foco da lista de tarefas e fazer algo para relaxar.


4. Quando tenho um dia de atividades externas, como reuniões em clientes ou eventos, me organizo para dormir mais cedo na noite anterior.

Só assim conseguirei acordar mais cedo nesse dia e fazer o básico: ler e responder e-mails e organizar minha lista de tarefas. E funciona…. fico com gás para trabalhar o dia todo!


5. Saio de casa para trabalhar

Nos últimos tempos tenho tido dificuldade para trabalhar diariamente no meu escritório em casa. Decidi que umas três vezes por semana, no turno da tarde, saio de casa e vou trabalhar em alguma cafeteria para respirar outros ares, ver o movimento das pessoas e me inspirar. Cafés, livrarias, coworkings sempre são boas opções para fugir da rotina do home office.

Você também tem problemas de procrastinar?

5 lições que aprendi com a empresa dos meus pais

Eu lembro como se fosse hoje o dia em que falei com a minha mãe ao telefone e ela contou que estava fechando a confecção (que ela e meu pai tinham) em definitivo. Era janeiro de 1992. Também lembro, como se fosse hoje, o dia em que ela recebeu o convite de dois primos para abrir essa mesma confecção. Estávamos no aniversário do filho de outro primo dela e os rapazes, irmãos, eram sócios e donos de uma empresa de produzia roupas para surfistas. Meu irmão caçula tinha menos de um ano e estava no colo dela. Lembro que ela ficou encantada com a possibilidade de voltar a ser útil – o mesmo dilema lá de 1986 persiste até os dias de hoje – voltar a trabalhar fora com três filhos pequenos em idade escolar e sem rede de apoio ou condições para bancar escola em turno integral.

O convite soou como uma oportunidade única para ela trabalhar em casa, com algo que, aparentemente era fácil (ela conhecia corte e costura) e com o suporte da família. Ah, o que mais poderia dar errado? Ela não teria que colocar dinheiro. Ou melhor, era preciso entrar com pouquíssimo dinheiro. Era a entrada para o paraíso. E foi, por um período.

Lembro que a confecção, que começou em um quarto nos fundos da nossa casa, era apenas para produzir as peças criadas pela equipe em São Paulo. Em pouco tempo o quartinho ficou pequeno e foi necessário alugar um salão. E, depois de uns dois anos, meu pai decidiu que o salão perto de casa também era pequeno, porque ele viu potencial em crescer ainda mais.

Saímos de um quartinho nos fundos da nossa casa para um salão de dois andares de uns, sei lá, 1.000 metros quadrados. Era MUITO grande. Era tão grande que antes funcionava uma tecelagem, com aqueles teares gigantes….. dá para ter uma ideia do tamanho. E lá a gente ficou alguns anos, até falir.

Meus pais foram crescendo, aumentando o número de funcionários, agregando novos serviços, criando marca própria, abrindo loja, participando de eventos, ajudando amigos na produção de roupas com preços abaixo do custo…. tudo isso sem planejamento, sem estratégias. Hoje, olhando para o passado, vejo o quanto eles poderiam ter evitando de falhas se tivessem ajuda profissional para estruturar seu negócio próprio.

Selecionei alguns aprendizados que tirei dessa experiência de vida para compartilhar por aqui e que pode ser inspiração para você não cometer os mesmos erros:

1 – Falta de planejamento

Em nenhum momento que a empresa existiu houve alguém para dizer aos meus pais qualquer coisa sobre planejamento. Eles não fizeram cursos no Sebrae e não contrataram nenhuma consultoria especializada para auxiliá-los. É claro que encontramos histórias de sucesso que iniciam quase que do mesmo jeito que meus pais começaram. Faltou experiência a eles mas, também, faltou o olhar de fora para dizer: “talvez a gente devesse dar um passo para trás para avançar três daqui seis meses”. Não houve um planejamento mensal, semestral ou anual. E, pensar o negócio para o próximo mês, os próximos seis meses ou o próximo ano faz toda a diferença para quem desejar crescer e não nadar, nadar e morrer na praia.


2 – Crescer sem pesquisar

Lembro que, quando a empresa mudou-se para o maior salão, no centro da cidade, é claro que o olho cresce. Imagina a quantidade de possibilidades que eles tinham em mãos. E aí começaram a “atirar para todos os lados”. Além das peças para a marca dos primos, decidiram também a criar para uma marca própria. E fizeram camisetas. “Ah, camiseta todo mundo usa”, era o que a gente dizia. Mas, qual camiseta? Quais cores? Que tipo de estampa? Para qual público? Jovem, mulheres, homens, crianças? Decidiram crescer simplesmente porque tinham um local. Mas não sabiam porquê tinham ou deveriam crescer!


3 – Falta de investimento em marketing

É claro que lá entre o final dos anos 80 e o início da década de 1990 era tudo muito diferente de hoje. A internet ainda não estava engatinhando aqui. E, no interior de São Paulo, o que a gente tinha disponível para divulgação, marketing, eram os anúncios no único jornal da cidade e o famoso boca a boca que, na época, ainda não era virtual. Mesmo assim, não havia uma política de relacionamento com clientes, nem de investimentos em anúncios sistematicamente. Algo que era muito forte naquela época em Americana eram os campeonatos de futebol nos clubes da cidade. E, ter o nome da sua empresa “patrocinando” um dos times era uma excelente estratégia para divulgação da marca, mesmo que o seu público-alvo não fossem os “jogadores de final de semana”. Porém, os clubes ficavam cheios de gente, famílias inteiras e, ver o nome na camiseta era uma excelente oportunidade. Eles realizaram essa estratégia uma única vez. Depois, acharam que não valia a pena.


4 – Falta de foco

Logo que a era das roupas já não estava mais tão em alta, meu pai, que havia deixado o emprego fixo para trabalhar com a minha mãe na empresa (ela administrava a confecção e ele a estamparia, que prestava serviços para terceiros) resolveu investir em brindes. E, foi assim: “ah, está na época do final do ano e todo mundo faz brindes para dar de presente. Vou fazer também”. E começou fazendo. E foi fazendo, sem planejar, sem saber se aqueles brindes eram o que as empresas buscavam, queriam. E foi indo…….. até que não rolou mais. Ué, não era uma confecção que produzia para uma marca X, depois passou a criar para uma marca própria, aí tinha uma estamparia, depois oferecia serviços para terceiros, e aí chegaram os brindes……. cadê o foco?


5 – Fazer aquilo que “achava” certo

O que parece certo a gente vai lá e faz. Sem saber se é o que as pessoas querem/precisam; se é o que o mercado está pedindo, se vai resolver algum problema; ou seja, achou que deve fazer, que é certo, que pode servir para alguém, vai lá e cria, e faz e coloca para vender. Tá, mas cadê o público?


Ser filha de empreendedores te dá uma outra visão do negócio. Se ele deu certo, você vai ter uma forma de olhar para ele, como se comportar e agir. Se não deu certo, você encara o empreendedorismo e a vida  completamente diferente, com dois pés atrás.

Meu pais fizeram o que estava ao alcance deles naquele momento. E muitas outras empresas, de amigos e conhecidos, de outros segmentos, tiveram o mesmo destino. Ou seja, era uma época onde as pessoas estavam “tateando ser dono do próprio negócio, ser empresário”. Eram pouquíssimas informações que eles tinham acesso – nem internet existia no Brasil.

Por que estou contando tudo isso? Além de ser uma história muito íntima, que poucas pessoas sabem, é porque me ajudou a criar a empresária/consultora que sou hoje. Além de utilizar essa experiência de vida no meu próprio negócio, uso essa experiência nas empresas dos meus clientes, como exemplo de situações que devem ser evitadas.

Empreender não é hobby

Você sabe a diferença entre ser um empreendedor, ter um negócio próprio e um hobby? Vou tentar explicar de maneira simples porque encontro muitas pessoas que acreditam que ter um negócio é hobby, diversão pura. E a realidade é bem diferente da imaginação.

De acordo com o dicionário Michaelis, hobby é “entretenimento ou ocupação agradável; entretém. Ou seja, transformar um hobby em negócio pode ser realidade. Mas o hobby deixa de ser entretenimento quando se transforma em algo que queremos viver dele (leia-se ter lucro para pagar os boletos). Podemos encontrar uma forma de deixar nosso hobby no dia a dia, mas de maneira organizada.

De alguns anos para cá, há uma tendência forte em transformar hobby em trabalho. É o “faça o que você ama e não precise trabalhar nunca mais” (essa frase me soa como se trabalhar fosse algo absurdamente horrível, horripilante e que todos nós devêssemos fugir!). Não tenho nada contra esse mantra e sou super a favor da gente ser cada vez mais feliz em todas as áreas da nossa vida. 

Porém, o hobby transforma-se em negócio, quando o ouvimos pessoas ao nosso redor dizer: “você cozinha tão bem, deveria ganhar dinheiro vendendo isso”; ou “você sabe dar conselhos tão sabiamente, porque não faz um curso de coaching pra ganhar dinheiro trabalhando com isso?” e decidimos seguir nosso sonho e transformar o talento em negócio. Mas, em 99% das situações que enfrentamos desse momento em diante, esquecemos de “virar a chave” do hobby para o empreendedor.

Há uma grande distância entre “cozinhar por hobby” e ser dono de um negócio que fornece comidas variadas para eventos”, por exemplo. Talvez, o que você menos fará quando abrir sua empresa, se não souber como organiza-la e gerencia-la será cozinhar.

Nesses anos de trabalho com empreendedores e profissionais liberais, conto nos dedos quem foi meu cliente e tinha “virado a chave” do hobby/talento para o modo “empreendedor“. A falta de organização e gestão do negócio são alguns dos fatores que fazem com que proprietários de novos negócios fechem suas portas antes dos dois anos de existência.

Esses erros que todos nós cometemos (me incluo na lista porque passei por isso no início do meu trabalho) muitas vezes é por falta de conhecimento sobre a administração do negócio. São tantas áreas envolvidas quando cuidados da nossa empresa – que pode ser apenas você ou 15 funcionários, por exemplo – que não sabemos o que fazer, por onde seguir…. e aí gastamos tempo, dinheiro (ai meu bolso!) e energia.

A questão é: se empreender não é o mesmo que hobby, como virar a chave e transformar aquilo que você gosta de fazer e faz muito bem em algo rentável? Você pode identificar algumas atitudes empreendedoras que os donos de negócio devem ter. Outra sugestão é ter o apoio de profissionais externos – consultores, mentores, coach, especialistas de áreas variadas – para conduzir os processos de organização e gestão do negócio para encontrar o ponto de equilíbrio entre fazer o que ama e ser remunerado para isso. E, claro, ser feliz!!

Leia também: Os três pontos chaves para empreender sem crise