Essa edição da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios é de dezembro de 2019 e, há seis meses, nem cogitávamos a hipótese de viver uma pandemia que pararia o mundo e faria todas as tendências e previsões serem revistas semana após semana.

Havia preparado um texto para abordar essas 10 tendências, mas ele ficou ultrapassado. Tudo mudou. Porém, há algumas tendências que podem ser readequadas ao novo cenário.

Selecionei aquelas que estarão em evidência nos próximos meses (não me arrisco a falar em anos) ou ficaram ainda mais necessárias após a instalação da pandemia em todo o mundo.

As tendências apontadas para os negócios, refletem diretamente nas carreiras. Profissionais que estejam alinhados com esses novos caminhos e se atualizarem, focando nas áreas mais promissoras, têm mais chances de encontrarem espaço no mercado de trabalho.

1) Robôs na área da saúde – a telemedicina cresceu de maneira exponencial desde o início do ano por conta da urgência em buscar diagnósticos, descobrir novos tratamentos e unir esforços para encontrar respostas para o tratamento da Covid-19. Importante ressaltar: as máquinas não irão “roubar” empregos. Elas são aliadas dos seres humanos, especialmente em ocupações repetitivas, nos liberando para atividades que utilizem a capacidade humana.

2) Aplicativos de saúde e bem-estar – uma pesquisa da consultoria PwC de 2019 apontou que os consumidores em todo o mundo estão cada vez mais propensos a instalarem aplicativos nos telefones para cuidar do corpo, ao invés de recorrer a clínicas e hospitais. Atualmente, 75% das pessoas no mundo todo já utiliza entre um e três apps. Cada vez mais estaremos conectados com o mundo pela palma das nossas mãos.

3) Foco na desconexão – na época que era possível ir a shows, festas, bares e restaurantes, uma tendência que estava crescendo (e que acredito estar com mais força nesta pandemia) é a desconexão. Estamos caminhando para colocar limites no controle que os telefones e a internet tem em nossas vidas. Atualmente, a tecnologia é uma importante aliada para quem pode ficar em casa e consiga trabalhar ou matar as saudades de amigos e familiares. Mas, quando tudo passar (e vai passar!), acredito que iremos ficar mais atentos ao nosso comportamento e aproveitar mais o offline em momentos de lazer.

4) Co-criação para produtos exclusivos – se antes da pandemia a tendência das marcas era aproximar-se dos consumidores para criar produtos exclusivos e personalizados, daqui para frente esse movimento ficará ainda maior. Primeiro, porque iremos consumir muito menos (diante das incertezas que vivemos). Segundo, porque vamos investir apenas naquilo que realmente precisamos e, por isso, quanto mais personalizado for, maiores são as chances de comprar.